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Eu destilo melanina e mel

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Autor: Upile Chisala

Gênero: Poema

Temas: Projetos de vida; A vulnerabilidade dos jovens; Cultura digital no cotidiano dos jovens; Bullying e respeito à diferença; Protagonismo juvenil; Cidadania; Diálogos com a sociologia e com a antropologia​

Código: 0104L21603

Sobre o livro

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Torcemos muito para que o livro Eu destilo melanina e mel encontre o maior número de leitores possível, pois é muito bacana pensar nessa comunhão de pessoas tão distantes: uma jovem poeta africana, nascida no Malawi, e que escreve originalmente em inglês, com jovens e adultos brasileiros, leitores da língua portuguesa. Mas, afinal, qual é o encontro que vemos, como uma bela promessa, no livro de Upile?

O Brasil e o Malawi foram marcados pela escravidão. O Brasil carrega a marca de ter tido a mais longeva escravidão da história da humanidade. Os povos que hoje estão reunidos na nação Malawi foram escravizados durante todo o período do tráfico de escravos negros. A economia colonial e imperial brasileira foi erguida e sustentada pela mão escrava. A região da África que hoje é o Malawi era uma das áreas que “fornecia” essa mão de obra escravizada ao Brasil e ao mundo.

O Brasil e o Malawi são países com imensas desigualdades sociais, marcados por muita dor e violência. Seus povos negros entram no século XXI reivindicando questões básicas, entre elas, e a mais urgente de todas, o direito à vida e ao valor da sua vida.

Todas essas questões e, em particular, a história da escravidão e as suas violentas consequências vividas até hoje nos trazem muita indignação e, junto a elas, temos uma prioridade ainda maior, que também está no racismo, mas o ultrapassa: a luta pelos direitos das mulheres ganha ainda mais urgência junto às mulheres negras, pois para muitas essa é a luta cotidiana pelo direito a vida e por uma vida minimamente digna.

Na poesia de Upile, a dor das mulheres não é menor do que a força de vida que cada uma das mulheres traz e essa é a grande arma de enfrentamento e conquista. Sua mãe, sua avó, as mulheres de sua comunidade, professoras, todas lhe passaram essa lição, todas lhe deram esse presente. Sim, em sociedades desiguais há ainda mais desigualdade dirigida às mulheres e, também por isso, elas podem ser uma grande força de resistência e transformação, pois está na mulher a multiplicação do tecido social: são geradoras, mantenedoras, agregadoras. Nas palavras de nossa autora, citando a sua avó:

“Você se torna mulher no dia em que 

             [consegue 

pegar palavras duras 

e amassá-las até que virem mel.” 

 

Upile nos diz que no nosso corpo vivemos a nossa história. O nosso corpo traz a nossa memória e a memória dos nossos povos: amemos os nossos corpos, a nossa história, o nosso povo e vamos mantê-lo (corpo e povo) saudável, forte e íntegro. E é isso o que faz Upile em afirmar a sua raça, em melanina, e a sua força, no calor e alimento do mel.

 

Outro motivo do nosso grande entusiasmo é podermos revelar aos nossos jovens que a palavra de Upile saiu de um dos povos mais pobres da África e caminhou no mundo, se fez conhecida e ouvida pelos quatro continentes. A palavra é mesmo formadora e transformadora.

Temáticas abordadas neste livro

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  • Violência contra a mulher

  • Violência contra a mulher negra

  • Racismo e racismo estrutural

  • Misoginia

  • Bullying

  • Padrões sociais e liberdades individuais

  • Direito à diferença

  • Empoderamento feminino

  • A força transformadora das palavras e do conhecimento

  • Reflexão e autonomia de pensamento

 
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AOS EDUCADORES

Gostaríamos de parabenizar e agradecer a todos pela tarefa magna e fundamental que vocês desempenham, nesse nosso país, com enorme dedicação, formando cidadãos brasileiros conscientes, pensantes e atuantes na construção de uma sociedade mais justa, igualitária, democrática e próspera.