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Elza

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Autores: Zeca Camargo e Elza Soares

Gênero: Biografia

Temas: Projetos de vida; Inquietações da juventude; Os jovens no mundo do trabalho; A vulnerabilidade dos jovens; Bullying e respeito à diferença; Cidadania; Diálogos com a sociologia e com a antropologia​

Código: 0119L21611

Sobre o livro

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Uma criança negra e pobre que é mulher e cresce numa das comunidades mais pobres e periféricas do Rio de Janeiro e que tem um talento enorme: canta desde a infância, como nunca se viu, dona de uma voz única. Essa mulher, ainda adolescente, resolve ser cantora numa época, ainda na primeira metade do século XX, em que uma mulher “teimar” em ser artista era condená-la à difamação, a ser uma mulher sem categoria e, provavelmente, “com uma vida imoral” pelo juízo dos outros. Essa é a história de Elza Soares, que teimou em dizer sim a si mesma, ao seu talento.

Ao dizer “sim” a si mesma, Elza Soares estava construindo uma carreira profissional que iria tirar a ela e a toda a sua família da miséria. No entanto, o “sim” de Elza foi amplo, solidário, “um sim-cidadão”, pois Elza deu voz aos negros, às mulheres, à música e aos artistas populares (e aqui entendido como aqueles oriundos das comunidades e periferias), deu voz à luta contra a fome e a violências de todos os tipos.

As biografias e, acima de tudo, as biografias de algumas pessoas, nos ajudam muito a compreender como nós todos e cada um de nós pode crescer e aprender muitíssimo na vida, no enfrentamento de cada dia. Afinal, é na história, no tempo, na convivência num determinado lugar com outras pessoas, que nós nos formamos, que nos tornamos quem somos. Elza Soares nasceu e viveu boa parte da vida numa época em que ser mulher, negra e pobre era já ter um lugar predefinido desde o nascimento, um lugar bem pequeno e limitado, um espaço já desenhado e imposto socialmente. Elza não podia ir e vir livremente. Elza sequer podia entrar pela porta da frente em muitos estabelecimentos. No entanto, a cada “não” que encontrava, Elza respondia construindo um “sim-cidadão”.

Recentemente, em 20 de janeiro de 2022, Elza Soares faleceu. Algumas semanas antes, Elza sorria, feliz e animada, quando recebeu a notícia da seleção da sua biografia para o PNLD 2021. Elza queria fazer vídeos, mandar mensagens, fazer postagens, comemorar. Ela já sabia qual seria o seu primeiro vídeo: queria falar aos professores e aos jovens sobre o valor da educação na construção de cada biografia. Aos professores, Elza falaria em reconhecimento e agradecimento. Aos alunos, Elza queria falar como num chamamento, pois ela sabia o valor e a importância da educação e da formação escolar.

A vida de Elza nos fala muito de superação, empoderamento, ação cidadã, exatamente porque, em sua longeva história de vida, acompanhamos muito da história recente do mundo e do Brasil. Além de um painel da arte e, particularmente, da música brasileira que, aliás, exatamente durante a carreira de Elza começa a nascer brasileira mais a crescer forte e belíssima no mundo todo, temos anos de grandes transformações sociais. Elza nasceu e cresceu no mundo do pós-guerra, o mundo polarizado que emergiu após a Segunda Grande Guerra, assistiu às guerras do Vietnã, da Correia, acompanhou as lutas raciais no mundo inteiro, mas com especial atenção às lutas dos negros norte-americanos, perplexa, viu Marthin Luther King ser assassinado e no seu corpo entendia o horror do racismo organizado e terrorista da Ku Klux Klan. Ao mesmo tempo, a menina que começou a sua carreira no rádio, viu o homem ir à lua, passou anos postando em suas mídias sociais, participou do sucesso da Bossa Nova, do Samba Canção, viu o Brasil ser pentacampeão de futebol, viu o país agrícola do seu nascimento exportar tecnologia de prospecção de petróleo em águas profundas, produzir o seu cinema e um império de comunicação e produção de teledramaturgia, espetáculo e entretenimento respeitado e consumido no mundo inteiro.

A biografia de Elza é uma aula. Desculpem-me: muitas e muitas aulas sobre o nosso passado, a força do nosso presente e os tantos futuros que podemos ser.

Temáticas abordadas neste livro

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  • Violência contra a mulher

  • Violência contra a mulher negra

  • Racismo e racismo estrutural

  • Misoginia

  • Bullying

  • Padrões sociais e liberdades individuais

  • Empoderamento feminino

  • Cidadania

  • A força transformadora das palavras e do conhecimento

  • Biografias e personalidades transformadoras

 
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AOS EDUCADORES

Gostaríamos de parabenizar e agradecer a todos pela tarefa magna e fundamental que vocês desempenham, nesse nosso país, com enorme dedicação, formando cidadãos brasileiros conscientes, pensantes e atuantes na construção de uma sociedade mais justa, igualitária, democrática e próspera.