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Cafeína

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Autor: Maurício Torres Assumpção

Gênero: Romance

Temas: Inquietações da juventude; Os jovens no mundo do trabalho; A vulnerabilidade dos jovens; Bullying e respeito à diferença; Protagonismo juvenil; Cidadania

Código: 0721L21603

Sobre o livro

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Cafeína é um romance histórico e o jornalista e incansável pesquisador Maurício Torres Assumpção assumiu essa tarefa com grande dedicação, chegando a um belo resultado. Sim, temos uma história de ficção, mas ela se passa num determinado momento da história do Brasil, bem ao final do Império, na segunda metade do século XIX. Portanto, vamos acompanhar as aventuras e desventuras de Tino, o nosso protagonista, exatamente como muitos Tinos viveram naquela época. O Tino do nosso autor, Maurício, irá falar, amar, sofrer, comer, se vestir, pensar, terá a família, a instrução, os recursos financeiros de muitos homens que assim viveram aqueles anos.

Tino é filho de uma ex-escrava com um padre, tal como muitos Tinos e Tinas da época. Como tal, acaba por receber uma educação formal e ilustrada do seu pai não-assumido, ao mesmo tempo em que conhece a cultura, os saberes e falares dos fundos da casa, junto à sua mãe. Tino não é branco, nem é negro. Não é um sábio, estudado e formado, mas não é um analfabeto inculto. Tino é um “sem lugar”, mas é a expressão máxima do Brasil e dos brasileiros que emergem nessa época da nossa história: depois de quase 300 anos de escravidão, de poder concentrado, de monocultura, somos um país miscigenado, somamos batalhões de desprovidos, um país agrícola com o solo exaurido pelos ciclos de monocultura, um país sem projeto de futuro.

Na sala de aula, Cafeína é um presente ao estudo da língua. No romance, os personagens vivem pela língua portuguesa falada no Brasil da segunda metade do século XIX, ao mesmo tempo em que o narrador, nos fala aos dias de hoje.

Uma das técnicas literárias que fazem a crônica de costumes ser ainda mais eficaz no seu intento de transportar o leitor para um outro tempo e lugar é mimetizar, ou reproduzir, a linguagem dessa época e, nesse sentido, podemos dizer que Maurício Torres Assumpção é “irmão” de Machado de Assis e Aluísio Azevedo, por exemplo, porque ele se inspira tanto no estilo literário desses dois autores quanto na língua portuguesa que eles usavam em seus livros. 

Evidentemente, a língua, como expressão máxima de um povo e de uma época, irá revelar aos alunos como aquela sociedade via, se relacionava, nomeava, tratava a todos e a tudo: os negros, os trabalhadores, os barões, as mulheres, o poder, o dinheiro. Todo o preconceito e todo o privilégio repousa, tem registro, na língua do seu tempo. Aos alunos fica mais uma lição: quando se fala de direitos e cidadania, não existe a desculpa “mas, ninguém fez mal nenhum, é só uma palavra”.

Os alunos ainda poderão aprender muito da história social, reconhecendo no romance, para além dos fatos históricos que se passaram por aqui, em nosso território, o tanto que o Brasil, assim como todo o mundo, tinha a França e, particularmente, Paris, como modelo inspirador e centro de saber e de tendências, ditando a ciência, a moda, a culinária, os hábitos e, claro, a língua, pois todos os idiomas do mundo absorviam palavras e expressões francesas, e o mundo viajava falando francês.

O romance de Maurício Torres Assumpção, além da qualidade literária, além do prazer que temos ao acompanhar a sua história, além dos recursos narrativos, nos trará mais uma bela reflexão à sala de aula, quando pensamos na proximidade da faixa etária dos nossos estudantes do Ensino Médio e o jovem Tino. Cafeína irá nos conduzir por uma trama que lá, no século XIX, condenava o negro tal como se condena hoje: primeiro prende, depois pergunta.

Temáticas abordadas neste livro

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  • A literatura e a história dos povos

  • Aprendizado pela empatia

  • Racismo estrutural

  • Desigualdade social

  • Marginalização da população e da juventude negra e pobre

  • A força da palavra e do conhecimento

  • Ciclos econômicos do Brasil emergente

  • Monocultura do café e estratificação da sociedade brasileira 

 
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AOS EDUCADORES

Gostaríamos de parabenizar e agradecer a todos pela tarefa magna e fundamental que vocês desempenham, nesse nosso país, com enorme dedicação, formando cidadãos brasileiros conscientes, pensantes e atuantes na construção de uma sociedade mais justa, igualitária, democrática e próspera.